Mostrar mensagens com a etiqueta Citações. Sherlock Holmes. Watson. Conan Doyle. Oscar Wilde. Pierre Bayard. Umberto Eco.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Citações. Sherlock Holmes. Watson. Conan Doyle. Oscar Wilde. Pierre Bayard. Umberto Eco.. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Elementar, meu caro Watson!


Como sabemos, a verdade é que Sherlock Holmes nunca disse tal. Encontramos, sim, na leitura das suas aventuras, expressões tais como: "Assim o espero, Watson, assim o espero." ou "Marque um ponto, Watson.", entre outras possíveis de citar.

O processo ou processos pelos quais acontecem imprecisões deste tipo, ou o modo como nos situamos enquanto leitores face ao imenso universo literário disponível; é esse mesmo o centro da análise e reflexão de Pierre Bayard. Professor de literatura e psicanalista, Bayard interroga-se sobre "como falar dos livros que não lemos". É neste contexto que podemos acompanhar uma conversa com ele, e também com Umberto Eco. Analisando o facto de, inúmeras vezes, certas afirmações (ou negações) serem incorrectamente atribuídas a diversos escritores, Eco (com muito sentido de humor) refere, entre outros exemplos, precisamente o caso de Sherlock Holmes e da célebre expressão "Elementar, meu caro Watson!".

Certo é ser impossível ler tudo. De acordo com Bayard, não devemos culpabilizar-nos por isso. Sinceramente, fico muito mais aliviada. Sei o quanto não vou conseguir ler, o quanto me falta ler, o quanto gostaria de ler que nunca concretizarei... Movemo-nos num universo literário que nos escapa. No entanto, ele é-nos familiar. Ainda que muitas vezes com imprecisões, passeamos por ele, quase sempre com muito prazer.


[por favor, desligue a música na barra lateral]


Imagem DAQUI